Durante as estações mais frias ou períodos de mudanças bruscas de temperatura, os sintomas respiratórios se tornam frequentes e, com eles, aumentam também as dúvidas no balcão.
Tosse seca, coriza, espirros e irritação na garganta podem ser sinais de gripe, resfriado ou alergia. Embora a diferença entre esses quadros possa parecer sutil para o cliente, ela é crucial para que o atendimento seja eficaz e o produto indicado, adequado.
Um estudo da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), publicado em 2023, aponta que ao menos 30% da população brasileira sofre com algum tipo de alergia respiratória, como rinite ou asma.
Já os casos de gripe e resfriado continuam entre os principais motivos de busca por medicamentos nas farmácias, segundo o levantamento da Close-Up Retail Audit.
O que preocupa é que, conforme o Conselho Federal de Medicina, 77% dos brasileiros usam medicamentos por conta própria, sem orientação profissional, aumentando os riscos de tratamentos inadequados e efeitos adversos. Por isso, o papel do farmacêutico é fundamental para identificar os sinais relatados pelos consumidores e indicar a opção adequada, evitando erros, perdas e insatisfação.
Uma abordagem simples, com perguntas bem direcionadas, pode ajudar o profissional a entender melhor o que o cliente está sentindo. Veja as principais características de cada condição.
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Início súbito, com febre alta (acima de 38°C),
calafrios, dores musculares e cansaço intenso.
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Pode vir acompanhada de tosse seca, dor de
garganta e mal-estar geral.
● Exige repouso e hidratação, com uso de antigripais, analgésicos e antitérmicos.
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Sintomas mais leves, sem febre alta.
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Nariz entupido, coriza, espirros e dor de
garganta são comuns.
● Pode ser tratado com descongestionantes, antialérgicos e pastilhas para a garganta.
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Espirros em sequência, coceira no nariz e olhos,
coriza clara e congestão nasal.
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Sem febre ou dores no corpo.
● Alívio com antialérgicos, soluções salinas e produtos que reduzem a exposição a alérgenos.
Ao reconhecer esses sinais, a equipe consegue indicar com mais precisão o que o consumidor realmente precisa, seja um antigripal, um antialérgico ou uma combinação de descongestionante com analgésico, por exemplo.
Mais do
que saber quais produtos estão no estoque, o time precisa estar treinado para
ouvir atentamente e fazer as perguntas certas. Evitar perguntas genéricas como
"o que você quer levar?" e adotar abordagens como:
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"Está com febre ou apenas coriza?"
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"A tosse é seca ou com catarro?"
● "Começou hoje ou já está assim há alguns dias?"
Essas perguntas ajudam a direcionar a sugestão do produto e demonstram interesse genuíno pelo bem-estar do cliente, o que melhora a experiência de compra e gera confiança na farmácia.
Para facilitar o atendimento e valorizar o mix, organize o PDV com categorias bem definidas: antigripais, xaropes, sprays nasais, antialérgicos e pastilhas.
Aposte
também em kits promocionais com produtos complementares, como:
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Antigripal + vitamina C;
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Xarope + solução nasal;
● Antialérgico + colírio lubrificante.
Essas sugestões ajudam seu público a resolver o problema de forma mais completa e aumentam o ticket médio por impulso de compra.
Vender bem
é também orientar bem. E isso começa com informação, escuta e os parceiros
certos ao seu lado.
Foto: iStock.com/Liubomyr Vorona